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Parque Tecnológico e Esperança Econômica - Prof. Dr. Nelson Cerqueira

Reprodução (na íntegra) do texto escrito pelo Prof. Dr. Nelson Cerqueira - quando ainda reitor da FIB, que foi publicado na edição de 2009 do Catalogo de Empresas da Área de Ti do Estado da Bahia.


Geral - 07/02/2010 13:49


 

Parque Tecnológico e Esperança Econômica

 

 

Nelson Cerqueira*

 

No atual momento, a Bahia tem tudo no lugar para possuir o melhor parque tecnológico do Brasil e o  Governador Jaques Wagner e o Secretario Ildes Ferreira possuem uma oportunidade impar para inserir o Estado no universo da tecnologia competitiva a nível internacional, a exemplo do que está acontecendo neste momento na Coréia do Norte. País que acaba de lançar a pedra fundamental de seu parque tecnológico afirmando ser este o melhor caminho para além de unificar as suas Coréias,  se transformar em um milagre econômico nos próximos doze anos. 

 

Essa discussão começou no inicio da década de noventa quanto foram criados o programa de apoio às incubadoras de empresas de base tecnológica e a primeira incubadora no CEPED, o programa de excelência em petróleo e petroquímica, o programa software para exportação, entre outras iniciativas. Naquela época, começávamos alinhados com o Texas que também estava buscando superar o binômio petróleo e agricultura.

 

Dezoito anos depois, o Texas conseguiu avançar e transformar Austin, sua capital em centro de tecnologia avançado competindo com Boston e Califórnia na produção de bens de alta tecnologia, enquanto nós, talvez por não ter enfrentado a questão realmente de frente, somente agora estamos, diria, finalmente preparados para o salto final.

 

Temos hoje uma Bahia mais diversificada industrialmente, sobretudo após a instalação da indústria automobilística com seu conglomerado de empresas derivativas, inclusive a área de pneumáticos e softwares. Comparada ainda com a década de noventa, a Bahia possui uma oferta universitária competitiva, com excelentes cursos de ciência da computação, sistema de informações e redes de computadores, tanto a nível de graduação quanto de pós-graduação. Alunos baianos estão desenvolvendo produtos utilizando técnicas de nanotecnologia e robótica, inclusive vencendo concursos internacionais e participando de eventos com a robocup em Atlanta, nos Estados Unidos, assim como na China. As pequenas empresas de tecnologia estão fervilhando em cada esquina, em cada bairro em cada cidade do Estado. As universidades, centros universitários e faculdades possuem elevado nível de investimentos em tecnologia, obrigados que são pelo Ministério de Educação e essa capacidade instalada poderia servir ao desenvolvimento do parque tecnológico da Bahia.

 

Assim como empresas internacionais podem ser atraídas para o parque tecnológico da Bahia, também empresas do Sul/Sudeste poderão optar por ampliar seus negócios em áreas do parque, gerando uma sinergia maior, transferência de conhecimento e tecnologia, interação universitária, democratização de idéias e riqueza, alçando a Bahia para outro patamar de desenvolvimento.

 

Estamos portanto no momento mais maduro de nossa história e com o Governo do Estado apresentando-se comprometido com o vôo definidor. para incluir a Bahia no ABC da tecnologia internacional. Precisamos, todos nós atores da área de C&T deste Estado, dar o passo definitivo, corajoso e audacioso para um futuro melhor.

 

 

* Mestre e PhD pela Universidade de Indiana, reitor da FIB, professor colaborador do mestrado e doutorado de Direito da UFBa, com mais de 20 anos dedicados reflexão sobre tecnologia, educação e desenvolvimento.




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