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O Projeto Parque Tecnológico da Bahia precisa de ajuda da sociedade da informação.

Texto inicial de abertura da Série: Visões e considerações sobre o Parque Tecnológico da Bahia.


Geral - 06/02/2010 07:58


 

O Projeto Parque Tecnológico da Bahia precisa de ajuda da sociedade da informação.

 

Já de inicio, para evitar interpretações equivocas e, por conseqüência, prejuízos na obtenção de resultados que pretendo provocar com a redação deste texto, reproduzo a descrição que se encontra no Dicionário Aurélio para “Sociedade da Informação”: Termo com que se designa um estado ou condição geral da sociedade, em que as atividades de produção de informação e os serviços de distribuição desta tendem a assumir grande importância econômica. 

 

O Projeto Parque Tecnológico da Bahia que ultimamente tem aparecido com mais freqüência entre os programas governamentais e que esta em obras de construção neste momento, a meu ver, corre o risco de vir a ser mais uma grande obra inacabada em futuro próximo caso não haja uma maior engajamento da Sociedade da Informação.  

 

A explicação é tão simples que pode ser dada por tópicos:

Os aportes dos recursos (principalmente os financeiros) definidos como necessários para a sua construção têm que ser feitos em sinergia por diferentes setores.

 

Para esta dissertação tomo como setores pilares:

  • o governo que, sempre pressionado pelas demandas populares, coloca em maior prioridade de atendimento os projetos de forte aspecto social;
  • a academia que, na maioria das vezes de forma isolada, gera os saberes que difundem e vendem;
  • o setor empresarial, por questões históricas ainda se mantém arredio a convocações do governo para emprego de esforços em projetos definidos como programas por este gestados; e,
  • a comunidade como um todo, sempre definida como a ser beneficiada e que, na Bahia, não tem vocação expressiva para a C&T.

 

Considerando que as primeiras conversas e estudos mais aprofundados com vistas à criação deste empreendimento datam de mais de seis anos e que até o momento (mesmo tendo começado as obras de fundação) ainda não existe um cronograma de investimentos, reconhecido como consistente e que assegure comprometimentos dos setores acima listados, conclui-se que uma maior interação é, no atual momento, o principal fator crítico de sucesso deste projeto.

 

O governo afirma mover-se no sentido de atender a comunidade. A academia afirma operar de acordo às necessidades demandadas pela comunidade.  A iniciativa privada sabe que para ter sucesso nos seus negócios, estes precisam estar alinhados às demandas mercadológicas.

 

Então este é o momento para que a Sociedade da Informação preste a sua ajuda à construção do Parque Tecnológico da Bahia, externando suas considerações para chamar a atenção das principais lideranças dos setores “pilares” desta obra.  É recomendável que seus integrantes façam uso das mídias nas quais tem acesso com o fito de provocar e aquecer reflexões e debates neste sentido.

 

Já engajada neste movimento, a INFORUM estará (semanalmente) fazendo uso deste espaço para divulgar textos alinhados a este propósito.  Participe. Mande o seu texto.   Torne-se um “construtor” do Parque Tecnológico da Bahia.    

 Deraldo Pitombo.




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