Vem aí uma emenda à Lei Orgânica do Distrito Federal para tornar mais rigorosa a contratação de prestadores de serviços ao governo. A autora da proposta, a deputada distrital Erika Kokay (PT), líder da oposição na Câmara Legislativa, quer que a vida pregressa das empresas contem na hora da assinatura de contatos - e justifica a ideia pelos problemas com empresas de informática. "Os brasilienses conhecem denúncias contra empresas como Linknet e Adler desde 2002, mas elas continuam ganhando contratos com o GDF. Não dá para ficarmos só tentando mostrar superfaturamento, que pode ser complicado de provar. Vou apresentar uma emenda para que o processo de contratação seja muito mais rigoroso", disse a deputada. A oposição no DF também quer que as empresas envolvidas nas denúncias da Operação Pandora, de pagamentos de propinas ao governador José Roberto Arruda, ao vice Paulo Octacio, além de secretários e parlamentares, também sejam declaradas inidôneas pelo Tribunal de Justiça do DF e pela Controladoria Geral da União. Uma lista de 29 delas está sendo analisada pelo Tribunal. A CPI na Câmara Legislativa que apura as denúncias já aprovou o requerimento para que sejam ouvidos os donos das empresas, inclusive as de informática.Mas o desejo é de ouvir primeiro o autor das denúncias, o ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa. Para isso, o autor do requerimento aprovado na CPI para a convocação do ex-secretário, Paulo Tadeu (PT) esteve nesta terça-feira, 19/01, com o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para pedir ajuda e segurança - Durval, que também participava do esquema de corrupção e denunciou a propina no sistema de delação premiada, está sendo protegido pela PF. "É fundamental ouvirmos primeiro Durval e isso tem que acontecer ainda em janeiro, por isso também pedimos rapidez à Polícia Federal, que pode inclusive escolher um local neutro, fora da Câmara Legislativa, para o depoimento", disse Paulo Tadeu após a reunião.