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Diretor da Protec critica editais da FINEP no 2o. Enitee.

Em discurso no 2o. INITEE, Roberto Nicolsky - diretor geral do Protec - fala sobre a Lei de Inovação e faz criticas aos editais da FINEP.


Geral - 08/06/2009 09:39


 

Em discurso, nesta última sexta-feira (05/06),  no 2º Encontro Nacional da Inovação Tecnológica da Indústria Elétrica e Eletrônica (INITEE),  Roberto Nicolsky - diretor geral do Protec, deu seu parecer sobre a Lei de Inovação e fez criticas aos editais da FINEP. 

Ao falar sobre o papel da inovação para a competitividade e sustentabilidade das empresas, Roberto Nicolsky alertou que, se nada for feito em pró da melhoria e da facilitação do processo, o país corre um risco de sofrer um apagão tecnológico. Também criticou a comemoração, dada pelo Ministro de Ciência e Tecnologia a publicação da  quantidade de papers produzidos no Brasil como exemplo do sucesso do país.  Para ele, a real dimensão do estágio de inovação do país é retratada  pela baixíssima produção de patentes.

Para demonstrar o desafio do Brasil nesta área, Nicolsky comparou a precisão e simplicidade da lei indiana de desenvolvimento tecnológico com a lei de inovação brasileira, esta complexa, repleta de incisos e que confunde os conceitos de ciência e tecnologia.

Além disso, ele afirmou que a encomenda tecnológica que está na Lei de Inovação não foi regulamentada. Da mesma forma, as compras governamentais que também estão na lei e não são utilizadas. Ao fazer um panorama do fomento ao desenvolvimento tecnológico no Brasil, o diretor da Protec criticou os editais de subvenção da FINEP que restringem a participação das empresas priorizando mais a fronteira tecnológica.

“Através de muitos pedidos feitos pela PROTEC, a FINEP incluiu como critério no seu edital de 2009 a viabilidade comercial do projeto”. Outro ponto destacado por Nicolsky foi o fato dos editais especificarem apenas 18 tópicos de projeto a serem submetidos para a análise. Para ele, a FINEP criou a loteria federal da tecnologia.

“Inovar não é fazer algo inédito, nem descobrir uma nova tecnologia. Países como a Coréia, China, Índia e Taiwan não lançaram nenhum produto e basearam seu crescimento no aperfeiçoamento de produtos”, concluiu.

No evento, o diretor de tecnologia da ABINEE, Nelson Luis Freire, afirmou que a entidade enviou à ABNT um rascunho para a criação de uma norma para a inovação, visando a disseminação do tema, nos moldes feitos com a questão da qualidade, através do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade (PBQP).

"Hoje, a ISO 9000 é conhecida por toda a sociedade. O tema da inovação também deve ser levado a um público maior", disse. Segundo ele, a intenção da ABINEE é a partir da norma criar o Selo da Empresa Inovadora.

O diretor da ABINEE ressaltou que a norma tem também como objetivo a diferenciação das empresas na participação em licitações nos órgãos governamentais e empresas de economia mista, além de promover a transparência nas análises dos processos de pleitos de concessão de incentivos à inovação.

Segundo ele, a norma contribuirá, ainda, para o melhor direcionamento dos investimentos na área. “0,9% do PIB de investimentos em P&D é muito pouco. Além disso, são mal investidos, pois não existe um planejamento maior”, completou.

Fabian Yaksic -  Gerente do Departamento de Tecnologia e Política Industrial da ABINEE e presidente do IPD Eletron - contribui com a informação que gestões estão sendo feitas junto à ABNT para acelerar a implementação da norma.




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